2018 em perspectiva

É sempre bom relembrar o que se passou no ano. Serve para ter em perspectiva o caminho que mesmo sem nos darmos conta, estamos seguindo. E com isso. ajustar rotas ou acelerar de vez. Este é um pedaço do meu ano, que foi um dos mais intensos. No campo pessoal passei por altos & baixos. Tive que me mudar repentinamente de casa, fiquei desalojado por um período de tempo, comecei um relacionamento que enche minha vida de significado, e recentemente tive uma perda bem grande me afeta ainda, mas que aos poucos estou lidando.


Escrita

Em 2017 eu comecei a manter um “calendário de produtividade”. Basicamente eu coloco um “X” em cada dia que eu consigo produzir, o ideal é continuar nesse fluxo, de produção. “Não quebre a corrente!”, é uma dica de produtividade do Jerry Seinfield. Cada dia que você trabalha em seu projeto, você faz um sinal. E no dia seguinte. E então no seguinte. O importante, para finalizar seu projeto ele diz, é simples: Não quebre a corrente! Os efeitos são bons e alguns dias são pesados e difíceis mas é importante não quebrar a corrente. É claro, que eu quebro, e muito, mas o importante é tentar manter o ritmo. Este foi foi uma foto tirada em 21 de março de 2017 quando iniciei essa metodologia:

E com isso, ao final do ano eu consegui identificar padrões e ter uma visão mais palpável de minha produtividade, cujo extrato do ano passado foi esta:

107 dias de produção. Melhores dias da semana em que produzi, em ordem: domingo, terça e quinta. Em ordem, os piores dias: sexta e quarta. Tirando sábados e domingos todos os dias eu produzo após o trabalho


Acima, o meu mês de dezembro este ano. Estava bem triste e desanimado com minha produtividade este ano. Tive meses bem fracos (4 dias com produção apenas!) e estava realmente sem esperanças em escrever, já que eu estava me acomodando e deixando de escrever. Porém, a alguns dias eu sentei para compilar os números desse ano e … eu produzi mais do que no ano anterior!

Pouco mais, mas minha perspectiva era que eu nem havia atingido metade, para entender o quanto eu estava me sub avaliando. Minha meta era pelo menos empatar. É interessante como nossa perspectiva às vezes nos engana. Notem que é uma atividade que eu faço para mim mesmo e eu mesmo tomo nota de minha produtividade, se eu “trapacear”, só engano a mim mesmo e mesmo assim, eu tinha uma impressão totalmente diferente do que os números representam. Este foi meu extrato:

  • 115 dias de produção
  • Melhores dias: quinta, sexta e terça
  • Piores dias: domingo, sábado e segunda
  • Melhor mês: julho
  • Pior mês: empate de setembro e novembro

Publicações

Tive duas publicações em 2018, depois de 11 anos sem nada novo que tivesse escrito no mundo.

Com edição da Stéphanie Roque e a arte incrível da Victoria Bevilacqua eu publiquei em outubro este conto, “Brasil, uma profecia”. Uma das motivações foi um desafio, de escrever sobre aquilo que mais me dava medo, que na época era o Brasil ter um presidente extremista.

O Monstro de Mariana”, publicado na antologia “Um ótimo dia para morrer”, om Antônio Guerrieri, Eduardo Muylaert, Ibrahim Cesar, Jéssica Milato, Léo Mandu, Mário S. Pinheiro, Pablo Zorzi, Pietra Von Bretch, Saulo Pinheiro, Thais Messora e Vera Carvalho Assumpção, e dos três convidados especiais, Ilana Casoy, Raphael Montes e Santiago Nazarian. Editado pela Mariana Rolier.


Blog

Este ano foi quando voltei a blogar. Antes eu compartilhava vários conteúdos no Facebook e estava satisfeito. Mas a forma como a empresa trata os dados e seus usuários e depois como aquele conteúdo circula, ou melhor, como não circula, me fez voltar a ver a importância de ter o meu próprio jardim digital, ainda que pequeno e modesto, mas onde eu possa colocar meus escritos e desenvolvimentos.

Espero conseguir blogar regularmente em 2019, ainda estou um bocado enferrujado!


Clube de leituras

Fazer parte do Clube de Leituras da Blooks SP é um dos meus prazeres pessoais. Aprende-se muito com pessoas incríveis. Estes foram os livros que lemos e discutimos, sempre na primeira segunda de cada mês:

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