10 melhores filmes que assisti em 2018

Revi muitos filmes este ano, mas compus esta lista apenas com os filmes que vi pela primeira vez no último ano e me impactaram mais. Ficou muitos fora da lista, mas listar é fazer escolhas, e estas foram as minhas. Como sempre a ordem não é de “melhor para menos melhor” pois não acho que dê para comparar muito a gradação do quanto eu gostei deste ou daquele. E eu também não coloco em minhas listas obras necessariamente deste ano, mas sim de qualquer época, mas que eu tenha descoberto nesse ano.


“Rebecca”, Alfred Hitchcock (1940) – no Brasil, “Rebecca, a Mulher Inesquecível”

Algo que costumo fazer é ver filmes tematicamente. Alguns podem ser mais focados como “filmes do diretor X” e outros mais arbitrários como “filmes com cores saturadas”. Esta eu juntei duas: ver filmes do Hitchcok e filmes com a temática de fantasma. Pelo menos o filme, é bem mais focado no psicológico em detrimento de qualquer acontecimento sobrenatural, mas achei um estudo bem interessante. Filme com uma ótima atmosfera e interessante até o fim.


“Shin Gojira”, Hideaki Anno e Shinji Higuchi (2016), no mercado internacional, “Godzilla Resurgence”

Este filme é um verdadeiro evento. Talvez tenha se valor só pelas cenas envolvendo o Godzilla, que nessa espécie de reboot por Hideaki Anno, criador de Evangelion e Shinji Higuchi, passa por evoluções como um Pokémon e possui um dos ataques mais inesperados e interessantes que já vi no cinema e pelo lado positivo! Só destacado isso pois uma das minhas surpresas no lado negativo este ano no cinema também foi em um filme do Godzilla, na década de 70 em que ele encontra uma forma um tanto sui generis de sair voando.

Mas para mim o grande potencial, e daí meu encantamento pela estrutura narrativa do filme é como eles narram um esforço coletivo do governo japonês em lidar com a ameaça.


“Hausu”, Nobuhiko Ôbayashi (1977), lançado mundialmente como “House”

Um filme que tem como personagens chamadas Kung Fu, Gorgeous, Fantasy, Mac , Melody e Sweet não poderia ser totalmente sério. A cada cena as personagens sempre destacam seus traços: Gorgeous sendo bonita, Fantasy imaginando coisas e Kung Fu, bem, dando golpes de Kung Fu a todo momento. E se “Mac” não ficou totalmente claro, ela é a “comilona” do grupo, sempre com fome.

O filme narra essas jovens indo para a casa da tia da Gorgeous e enfrentando essa casa que quer se alimentar das pessoas. É uma comédia de horror surrealista que em alguns momentos de tão estranho e bizarro se torna interessante.


“Hotaru no haka”, Isao Takahata (1988), no Brasil, “Túmulo dos Vagalumes”

Filme bem emocionante! Uma história muito triste e que é possível sentir os ecos das histórias reais.


“Eight Grade”, Bo Burnham (2018), no Brasil, “Oitava Série”

Nesse filmes há momentos tão dolorosos de vergonha alheia ou simples desconforto que faz você olhar para a adolescência e não pensar na imagem que os filmes costumam fazer de corpos bonitos vivendo grandes aventuras, mas nessa fase confusa, cheia de mal entendidos, dificuldades próprias e a sombra da vida adulta se apresentando.

Gosto muito do trabalho do Bo Burnham e acho que na estréia dele como cineasta realmente fez um trabalho excelente.


“Mandy”, Panos Cosmatos (2018)

O que me fez ver o filme foi o estilo de cores saturadas a la “Suspiria”, que é um dos meus prediletos e os relatos de “Nicholas Cage indo ao máximo Nicholas Cage”.

É um filme com uma história cruel, e então, uma narrativa direta de vingança. Há momentos muito bonitos e outros extremamente bizarros. Espetáculo visual.


“Double Indemnity”, Billy Wilder (1944), no Brasil, “Pacto de Sangue”

O roteiro desse filme é um prazer imenso. Diálogos com várias camadas, uma história que nunca deixa de surpreender apesar de parecer simples na superfície.


“Sorry to bother you”, Boots Riley (2018)

Cheio de inventividade, essa sátira é uma das melhores produções do ano. Em alguns momentos é muito “na cara”, mas mesmo nesses momentos consegue fazer uma piada interessante ou dar uma nova visão.


“Call me by Your Name”, Luca Guadagnino (2018), no Brasil, “Me Chame pelo Seu Nome”

Se no “Sorry to bother you”, Armie Hammer é um antagonista, aqui ele é o protagonista junto com Timothée Chalamet. Um filme bem naturalista, com cenas e trilha sonora belissíma. Um deleite para os olhos e a alma.


“You Were Never Really Here”, Lynne Ramsay (2017), no Brasil, “Você Nunca Esteve Realmente Aqui”

A trama é simples e batida. Mas o estilo de contar a história, desse matador de aluguel com suas fantasias de suicídio, é bem envolvente. Um filme violento sem ser sangrento ou usar a violência por ela mesma, é um estudo de personagem bem intrigante.


E os seus melhores filmes? Me enviem links ou deixem nos comentários!

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