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	<title>Ibrahim Cesar</title>
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	<description>Lean UX, AI &#38; Tecnologia</description>
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		<title>Daniel Pádua</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Dec 2011 00:53:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ibrahimcesar</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia da Web]]></category>
		<category><![CDATA[Daniel Pádua]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>

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		<description><![CDATA[Tecnologia é mato. O importante são as pessoas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="first-child "><img src="http://ibrahimcesar.com/blog/wp-content/uploads/2011/12/dpadua.png" alt="" title="dpadua" width="629" height="270" class="aligncenter size-full wp-image-314" /></p>
<p><span title="T" class="cap"><span>T</span></span>ecnologia é mato. O importante são as pessoas.</p>
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		<title>Blah Blah Blah, Dan Roam</title>
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		<pubDate>Sun, 11 Dec 2011 21:25:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ibrahimcesar</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Blah Blah Blah]]></category>
		<category><![CDATA[Dan Roam]]></category>
		<category><![CDATA[Leituras essenciais]]></category>
		<category><![CDATA[Pensamento Vívido]]></category>

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		<description><![CDATA[Neste livro Dan Roam descreve o que ele nomeou de &#8220;Pensamento Vivido&#8221; (Vivid Thinking no original). É uma ferramenta para visualizar melhor ideias, processos &#038; conceitos do que confiar apenas em palavras. O problema Nós falamos tanto que nós não pensamos muito bem. Poderosas como as palavras são, nós nos enganamos quando pensamos que apenas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="first-child "><a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?isbn=9781591844594"><img src="http://ibrahimcesar.com/blog/wp-content/uploads/2011/12/blahblahblah.png" alt="" title="Dan Roam" width="629" height="270" class="aligncenter size-full wp-image-280" /></a></p>
<p><span title="N" class="cap"><span>N</span></span>este livro Dan Roam descreve o que ele nomeou de &#8220;Pensamento Vivido&#8221; (<em>Vivid Thinking</em> no original). É uma ferramenta para visualizar melhor ideias, processos &#038; conceitos do que confiar apenas em palavras.</p>
<h3>O problema</h3>
<p>Nós falamos tanto que nós não pensamos muito bem. Poderosas como as palavras são, nós nos enganamos quando pensamos que apenas nossas palavras podem detectar, descrever e desarmar os multifacetados problemas de hoje. Elas não podem &#8211; e isso é ruim, porque as palavras se tornaram nossa ferramenta <em>default</em> para o pensamento.</p>
<h3>A solução</h3>
<p>A solução apresentada por Dan Roam é a <em>Visual Verbal Interdependent Thinking</em>, o <em>Vivid Thinking</em> ou Pensamento Vívido como tenho tratado em português. O livro não daria para ser resumido apenas em palavras de uma postagem (aliás esse é todo o ponto do livro, que palavras por si só não dão conta de ideias complexas). O Dan apresenta uma gramática visual e diversos exemplos para decompor ideias e clarificar qualquer coisa. Como adepto do Design Thinking acredito que esta ferramenta pode ser uma ótima ideia. A maioria das pessoas inclinada a utilizarem doodles já o fazem naturalmente, mas como uma metodologia e uma ferramenta a ideia do livro é servir como uma maneira sistemática de abordar um problema e atingir os fins esperados.</p>
<p>O livro é fantástico e acrescenta muito no dia-a-dia de quem trabalha com comunicação, design e areas correlatas.</p>
<p><a href="http://www.amazon.com/Blah-What-When-Words-Dont/dp/1591844592">Leiam as resenhas publicadas na página do livro na Amazon</a>.</p>
<p><a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?isbn=9781591844594"><strong>Blah Blah Blah</strong>: What To Do When Words Don&#8217;t Work</a>, <strong>Dan Roam, 2011.</strong></p>
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		<title>Johanna Wright</title>
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		<pubDate>Sun, 11 Dec 2011 20:30:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ibrahimcesar</dc:creator>
				<category><![CDATA[Frases]]></category>

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		<description><![CDATA[A product manager is responsible for defining what our feature set is. What feature you develop in a product, what products should be developed even down to minutiae like the color of a button. One way that we talk about this is that you’re the cross-functional lead, you’re the bridge between the engineering team, the [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="first-child "><img src="http://ibrahimcesar.com/blog/wp-content/uploads/2011/11/johanna_wright.png" alt="" title="Johanna Wright" width="629" height="270" class="aligncenter size-full wp-image-151" /></p>
<p><span title="A" class="cap"><span>A</span></span> product manager is responsible for defining what our feature set is.  What feature you develop in a product, what products should be developed even down to minutiae like the color of a button.  One way that we talk about this is that you’re the cross-functional lead, you’re the bridge between the engineering team, the marketing team, the sales team, the user design team, and the support team.  You’re the voice of the user, and then translate that voice into clear requirements that engineers can understand and build.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>A Book Apart: Uma revolução no pensar e fazer a web</title>
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		<pubDate>Sun, 11 Dec 2011 20:20:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ibrahimcesar</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[CSS3]]></category>
		<category><![CDATA[Design Responsivo]]></category>
		<category><![CDATA[Estratégia de Conteúdo]]></category>
		<category><![CDATA[HTML5]]></category>
		<category><![CDATA[Mobile First]]></category>
		<category><![CDATA[Tipografia]]></category>
		<category><![CDATA[Web Design]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu sempre fui extremamente fã e um leitor atento da A List Apart. Sempre na vanguarda e disseminando as mais modernas técnicas para &#8220;se fazer websites&#8221;, a revista é a referência máxima na área. Quando eles anunciaram uma série de livros lógico que eu buscaria adquirir, bookaholic que sou. Assim que fui sabendo cada vez [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="first-child "><a href="http://www.abookapart.com/"><img src="http://ibrahimcesar.com/blog/wp-content/uploads/2011/11/abookapart.png" alt="" title="A Book Apart" width="629" height="270" class="aligncenter size-full wp-image-133" /></a></p>
<p><span title="E" class="cap"><span>E</span></span>u sempre fui extremamente fã e um leitor atento da A List Apart. Sempre na vanguarda e disseminando as mais modernas técnicas para &#8220;se fazer websites&#8221;, a revista é a referência máxima na área. Quando eles anunciaram uma série de livros lógico que eu buscaria adquirir, <em>bookaholic</em> que sou. Assim que fui sabendo cada vez sobre os livros, todos tratando de áreas técnicas modernas e metodologias de desenvolvimento &#8220;pós-web&#8221; eu tive a certeza de que a coleção era uma forma de disseminar um novo framework de pensamento para a web, agnóstica de aparelhos e telas, focada em conteúdo, móvel e responsiva. Os livros são essenciais, curtos, diretos ao ponto e representam uma revolução no pensar e fazer a web. Não poderia recomendar mais.</p>
<p>Conheça os livros dessa revolução silenciosa.</p>
<p><span id="more-296"></span></p>
<h3>1. <a href="http://www.abookapart.com/products/html5-for-web-designers">HTML5 For Web Designers</a></h3>
<p>A documentação do HTML5 possui 900 páginas e é uma leitura complicada. HTML5 for Web Designers têm 85 páginas e é uma leitura divertida. Escolha fácil.</p>
<p>HTML5 tem a a maior especificação já escrita para o HTML. É também a mais poderosa, e em muitos casos, confusa. O que web designers e desenvolvedores front-ending focados em conteúdo, acessibilidade e baseados em <em>standards</em> precisam saber?  E como podemos liberar o poder do HTML5 nos navegadores de hoje?</p>
<p>Neste brilhante e interessante guia do usuário, Jeremy Keith vai direto ao ponto, com nítidos e claros exemplos práticos com seu charme e brilho patenteado.</p>
<p>O autor, Jeremy Keith, é um desenvolvedor web vivendo em Brighton, Inglaterra, onde ele trabalha com a firma de consultoria web <a href="http://clearleft.com/">Clearleft</a>. Ele já escreveu dois livros, DOM Scripting e Bulletproof Ajax.</p>
<h3>2. <a href="http://www.abookapart.com/products/css3-for-web-designers">CSS3 For Web Designers</a></h3>
<p>De seletores avançados a conteúdo gerado  e ao retorno triunfal das fontes na web, gradientes, sombras e cantos arredondados para animações, CSS3 é um universo de possibilidades criativas. Ninguém pode melhor orientá-lo através destas galáxias que o mundialmente famoso designer, autor e superstar do CSS, Dan Cederholm. Saiba o que funciona, como funciona e como trabalhar em torno de navegadores onde eles não funcionam.</p>
<p>O autor, Dan Cederholm é o fundador da <a href="http://simplebits.com/">SimpleBits</a>, um pequeno estúdio de design. Um reconhecido especialista na área de padrões em web design, Dan já trabalhou com o YouTube, MTV, Google, Yahoo, ESPN, Fast Company, Blogger e outros. Dan é co-fundador e designer de Dribbble, e autor de três best-sellers: Handcrafted CSS (New Riders), Web Design Bulletproof, Segunda Edição (New Riders) e Soluções Web Standards, Edição Especial (Amigos de ED).</p>
<h3>3. <a href="http://www.abookapart.com/products/the-elements-of-content-strategy">Elements of Content Strategy</a></h3>
<p>Eu sempre indico este livro como um dos mais acessíveis conteúdos sobre o tema. Ele é uma ótima introdução para a disciplina, podendo ser lido rapidamente.</p>
<p>Estratégia de conteúdo é coisa mais quente na web. Mas de onde veio isso? Por que isso importa? E o que o renascimento de conteúdo significa para você? Este breve guia explora as raízes estratégia de conteúdo, e de forma rápida e hábil demonstra não só como ela é feito, mas como você pode fazê-la bem. Uma leitura interessante para ambos os estrategistas de conteúdo experientes e aqueles que fazem a transição de outros campos.</p>
<p>Erin Kissane é uma estrategista de conteúdo e editora com sede em Nova York e Portland, Oregon. Ela atualmente lidera projetos para conteúdos na Brain Traffic, consultoria de estratégia, e anteriormente era editora da revista A List Apart, diretora editorial da Happy Cog Studios, e uma escritora freelance e editora. Ela bloga em <a href="http://incisive.nu/">Incisive.nu</a>.</p>
<h3>4. <a href="http://www.abookapart.com/products/responsive-web-design">Responsive Web Design</a></h3>
<p>O futuro já chegou, somente não está bem distribuído ainda. Design Responsivo em breve será o <em>default</em> de desenvolvimento.</p>
<p>Partindo de navegadores móveis para netbooks e tablets, os usuários estão visitando seus sites a partir de uma crescente variedade de dispositivos e navegadores. Seus projetos estão preparados? Aprender a pensar além do desktop e os projetos feitos à mão que antecipam e respondem às necessidades de seus usuários. Ethan Marcotte irá explorar técnicas de CSS e princípios de design, incluindo <em>grids</em> fluídos, imagens flexíveis e <em>media querys</em>, demonstrando como você pode entregar uma experiência de qualidade aos seus usuários, não importa quão grandes (ou pequenos) suas telas são.</p>
<p><a href="http://unstoppablerobotninja.com/">Ethan Marcotte</a> é um web designer e desenvolvedor que se preocupa profundamente com um belo design, código elegante, e na intersecção dos dois. Ao longo dos anos, Ethan tem gostado de trabalhar com clientes como o Sundance Film Festival, da Universidade Stanford, a revista New York, e o The Today Show.</p>
<h3>5. <a href="http://www.abookapart.com/products/designing-for-emotion">Design For Emotion</a></h3>
<p>Faça seus usuários se apaixonarem por seu site através dos preceitos reunidos neste livro breve e encantador pelo líder de design de experiência do usuário da MailChimp, Aarron Walter. Da psicologia clássica a estudos de caso, de conceitos elevados ao senso comum, <em>Design To Emotion</em> demonstra estratégias e métodos acessíveis para ajudá-los a fazerem uma conexão humana com o projeto.</p>
<p><a href="http://aarronwalter.com/">Aarron Walter</a> é o líder designer de experiência do usuário na MailChimp, onde socializa com os primatas e pondera formas de tornar interfaces mais humanas. Aarron passou dez anos gloriosos ensinando jovens web designers em faculdades todo os EUA.</p>
<h3>6. <a href="http://www.abookapart.com/products/mobile-first">Mobile First</a></h3>
<p>Aplico esta técnica e isso melhorou e muito o resultado final na experiência do usuário.</p>
<p>Longamente esperado pela nossa indústria, o guia, com a completa estratéga para design web móvel foi finalmente lançada. Luke Wroblewski Bagcheck sabe mais sobre a experiência móvel do que o resto de nós, e coloca tudo o que sabe neste guia divertido e direto ao ponto. Suas estratégias dirigidas por dados e técnicas de batalha testadas farão de você um mestre de móveis e melhorarão a sua concepção não-móvel também!</p>
<p><a href="http://www.lukew.com/">Luke Wroblewski</a> é um líder reconhecido internacionalmente, os produtos digitais que projetou ou contribuiu com o software são utilizados por mais de 700 milhões de pessoas em todo o mundo. Mais recentemente, Lucas foi o Diretor Chefe de Produto (CPO) e co-fundador da Bagcheck, que foi adquirida pelo Twitter Inc. em 2011. Antes disso, Lucas foi Arquiteto-chefe de Design (VP) no Yahoo! Inc., o líder de Designer de Interface de usuário do eBay Inc. na equipe da plataforma, e um dos co-fundadores da Interaction Design Association (IxDA).</p>
<h3>7. <a href="http://www.abookapart.com/products/on-web-typography">On Web Typography</a></h3>
<p>Escrito por <a href="http://jasonsantamaria.com/">Jason Santa Maria</a>, provavelmente o meu web design favorito, este livro somente sairá em 2012, mas já fico excitado com a notícia. Primeiro por ser fascinado por tipografia e segundo por adorar as possibilidades do @font-face e nos libertamos das &#8220;10 fontes seguras para a web&#8221;. Através da tipografia definimos sentimentos, o tom e comunicamos os atributos da marca e do texto. O Jason já explorou muito bem em seu blog. </p>
<p>Alcançar uma compreensão profunda da tipografia pode levar uma vida inteira, mas ir além do básico está ao nosso alcance agora. Neste livro, vamos aprender a olhar para fontes com um olhar perspicaz, diferentes abordagens para o planejamento tipográficos, como a tipografia afeta o ato de ler, e como escolher e combinar fontes apropriadas a partir de um ponto  de vista estético e técnico. Através de uma compreensão de nossas ferramentas de design e como eles se relacionam com a Web como um meio, podemos capacitar-nos a usar as fontes de formas significativas e poderosas.</p>
<h3>8. <a href="http://www.abookapart.com/products/design-is-a-job">Design Is A Job</a></h3>
<p>Co-fundador da <a href="http://muledesign.com/">Mule Design</a>, Mike Monteiro quer ajudá-lo a fazer seu trabalho melhor. De contratos para venda de design, de trabalhar com os clientes a trabalhar uns com os outros, este breve livro é recheado com o conhecimento que você não pode deixar de saber.</p>
<p>Mike Monteiro é o co-fundador e diretor de design da Mule Design, um estúdio de design interativo cujo trabalho tem sido chamado de &#8220;deliciosamente hostil&#8221; pelo The New Yorker. Ele preferesites elegantes e simples com linguagem clara, que atendam a uma necessidade real. Este livro também somente será lançado em 2012.</p>
<p>Vale a pena!</p>
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		<title>Livros na Era do iPad, por Craig Mod</title>
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		<pubDate>Sun, 11 Dec 2011 00:46:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ibrahimcesar</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arquitetura da Informação]]></category>
		<category><![CDATA[Experiência do Usuário]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia da Web]]></category>
		<category><![CDATA[Craig Mod]]></category>
		<category><![CDATA[Futuro da Leitura]]></category>
		<category><![CDATA[iPad]]></category>
		<category><![CDATA[UX]]></category>

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		<description><![CDATA[Impressos estão morrendo. Digital está surgindo Todos estão confusos Tanto melhor. Com a publicação dos balanços e o salto nas vendas do Kindle, eu próprio um romântico por livros choro até dormir. Mas realmente, pelo que estamos vertendo lágrimas mesmos? Estamos perdendo o paperback descartável. O paperback de aeroporto. O paperback de praia. Estamos perdendo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="first-child "><a href="http://craigmod.com/"><img src="http://ibrahimcesar.com/blog/wp-content/uploads/2011/11/craigmod.png" alt="" title="Craig Mod" width="629" height="270" class="aligncenter size-full wp-image-119" /></a></p>
<h3><span title="I" class="cap"><span>I</span></span>mpressos estão morrendo.</h3>
<h3>Digital está surgindo</h3>
<h3>Todos estão confusos</h3>
<p>Tanto melhor.</p>
<p>Com a publicação dos balanços e o salto nas vendas do Kindle, eu próprio um romântico por livros choro até dormir. Mas realmente, pelo que estamos vertendo lágrimas mesmos?</p>
<p>Estamos perdendo o paperback descartável.<br />
O paperback de aeroporto.<br />
O paperback de praia.</p>
<p>Estamos perdendo a escória do mundo editorial: livros descartáveis. O livro impresso, sem consideração pela forma ou sustentabilidade e longevidade. O livro produzido para ser consumido uma vez e depois jogar fora. O livro que você ignora quando você está se mudando e você precisa limpar o armário.</p>
<p>Estes são os primeiros livros a sumir. E eu digo novamente, boa viagem.</p>
<p>Uma vez que este peso morto possa ser podado, nossa rede de distribuição se tornará cada vez mais obsoleta. Com a fisicalidade desaparecendo, também há a necessidade de voar árvores mortas por todo o mundo.</p>
<p>Você já conhece o ganho potencial: livros em formato digital mais arriscados e ousados, nascidos de uma menor barreira à primeira publicação. Novos modos de contar histórias. Menor impacto ambiental. Um aumento na importância dos editores. E, sim &#8211; paradoxalmente &#8211; um aumento significativo na qualidade das coisas que ficam impressas.</p>
<p>De 2003 a 2009 passei seis anos tentando fazer lindos livros impressos. Seis anos. Focado em livros impressos. No 00s.</p>
<p>E eu adorei. Eu amei o processo. O propósito do produto final. Eu amei tanto o tato sexy daqueles pequenos tijolos de tinta e papel. Mas posso dizer-lhe isto: a emoção que eu sinto sobre o iPad como um criador de conteúdo, designer e editor &#8211; e o potencial que traz &#8211; deve ser reconhecido. Reconhecendo sem rodeios e com perspectiva.</p>
<p>Com o iPad finalmente temos uma plataforma para consumir conteúdo rico em formato digital. O que significa isso? Para entender exatamente por que o iPad é tão excitante, nós precisamos pensar sobre como chegamos até onde estamos.</p>
<p>Eu quero olhar para onde os livros impressos estão no que diz respeito à publicação digital, por isso que, historicamente, não se lê longos textios em telas e como o iPad se encaixa na grande figura. Ao fazer isso acho que podemos encontrar a linha na areia para definir quando o conteúdo deve ser impresso ou digitalizado.</p>
<p>Esta é uma conversa para fazedores de livros, web-cabeças, criadores de conteúdo, autores e designers. Para as pessoas que amam as coisas muito bem feitas. E para os contadores de histórias que estão dispostos a assumir riscos e considerar a forma mais adequada e mídia para suas produções.</p>
<p><span id="more-282"></span></p>
<h3>Definido pelo conteúdo</h3>
<p>Por muito tempo, o ato de imprimir algo <em>per se</em> foi colocado em um pedestal muito alto. O verdadeiro valor de um objeto está no que ele diz, não a sua mera existência. E no caso de um livro, esse valor está intrinsecamente ligado com o conteúdo.</p>
<p>Vamos dividir o conteúdo em dois grandes grupos.</p>
<p>Conteúdo sem forma bem definida (Conteúdo Amorfo (Fig. 1))<br />
Conteúdo com forma bem definida (Conteúdo Definido (Fig. 2))</p>
<p>Conteúdos sem forma podem refluir para formatos diferentes e não perder nenhum significado intrínseco. É o conteúdo divorciado do layout. A maioria dos romances e obras de não-ficção são amorfas.</p>
<p>Quando Danielle Steele se senta em seu computador, ela não pensa muito sobre como o texto ficará impresso. Ela pensa sobre a história como uma cachoeira de texto, como algo que pode ser colocado em qualquer recipiente. (Na verdade, ela provavelmente só pensa que nas coisas constrangedoras e sexys, mas as coisas constrangedoras e sexys sem ter em conta a sua forma final.)</p>
<p>Conteúdo com a forma &#8211; conteúdo definido &#8211; é quase totalmente o oposto do conteúdo sem forma. A maioria dos textos compostos com imagens, tabelas, gráficos ou poesia caem sob esse conceito guarda-chuva. Pode ser refluído, mas dependendo de como é refluído, o significado inerente e qualidade do texto podem mudar.</p>
<div id="attachment_283" class="wp-caption aligncenter" style="width: 445px"><img src="http://ibrahimcesar.com/blog/wp-content/uploads/2011/12/formless_content-flow-435x323.png" alt="" title="Fig 1" width="435" height="323" class="size-full wp-image-283" /><p class="wp-caption-text">Fig. 1: Conteúdo sem forma - retém seu significado em qualquer contexto</p></div>
<div id="attachment_284" class="wp-caption aligncenter" style="width: 445px"><img src="http://ibrahimcesar.com/blog/wp-content/uploads/2011/12/definite_content-flow-435x323.png" alt="" title="Fig. 2" width="435" height="323" class="size-full wp-image-284" /><p class="wp-caption-text">Fig. 2: Conteúdo definido - o significado muda com seu contexto</p></div>
<p>Você pode apostar certo como o inferno que o autor Mark Z. Danielewski está bem consciente da forma final de seu próximo romance. Seu conteúdo é tão definitivo que é realmente impossível digitalizar e conservar todos os significados originais. <em>Only Revolutions</em>, um livro odiado por muitos, obriga os leitores a virarem entre as histórias de dois personagens. O início de cada história foi impresso em extremidades opostas do livro.</p>
<p>Um designer pode, é claro, trabalhando em conjunto com o autor, imbuir Conteúdo amorfa com significado adicional no layout. A combinação final do desenho e texto se tornem conteúdo definido.</p>
<p>Para um exemplo extremo e onipresente contemporâneo de conteúdo definido, veja Tufte. Amando ou odeiando, você tem que admitir que ele é uma rara combinação de autor e designer, completamente obcecado com a forma final, significado e perfeição no layout. (Fig. 3)</p>
<p>No contexto do livro como um objeto, a principal diferença entre conteúdo amorfo e definido é a interação entre o conteúdo e a página. Conteúdo sem forma não vê a página ou seus limites. Considerando o conteúdo definido não somente está ciente da página, mas a abraça. Edita, transforma-se e se redimensiona para caber na página. Em certo sentido, o conteúdo definido aborda a página como uma tela &#8211; algo com dimensões e limitações &#8211; e aproveita esses atributos para elevar tanto o objeto quanto o conteúdo para um todo mais completo.</p>
<p>Simplificando, o conteúdo amorfo não tem conhecimento do recipiente. O conteúdo definido abraça o contexto como uma tela. Conteúdo sem forma geralmente é apenas texto. Conteúdo definido geralmente tem alguns elementos visuais junto com o texto.</p>
<div id="attachment_286" class="wp-caption aligncenter" style="width: 445px"><img src="http://ibrahimcesar.com/blog/wp-content/uploads/2011/12/books-tufte_01-435x327.jpg" alt="" title="Fig. 3" width="435" height="326" class="size-full wp-image-286" /><p class="wp-caption-text">Fig. 3: Tufte - abraçando seu contexto</p></div>
<div id="attachment_287" class="wp-caption aligncenter" style="width: 445px"><img src="http://ibrahimcesar.com/blog/wp-content/uploads/2011/12/books-designing_books_02-435x327.jpg" alt="" title="Fig. 4" width="435" height="326" class="size-full wp-image-287" /><p class="wp-caption-text">Fig. 4: Designing Book - consciencia da fisicalidade</p></div>
<p>Muito do que nós consumimos é amorfo. A maior parte do material impresso &#8211; romances e não-ficção &#8211; é amorfa.</p>
<p>Nos últimos dois anos, os dispositivos em excelência em exibir conteúdo amorfo se multiplicaram &#8211; o Amazon Kindle é o mais óbvio. Menos óbvios são dispositivos como o iPhone, cujo tela de extrema alta resolução, apesar do tamanho, faz textos mais longos muito mais confortáveis para serem lidos do que os tradicionais displays digitais.</p>
<p>Em outras palavras, é agora mais fácil e mais confortável do que nunca para consumir conteúdo sem forma em um formato digital.</p>
<p>É tão confortável quanto ler um livro impresso?</p>
<p>Talvez não. Mas estamos chegando mais perto.</p>
<p>Quando as pessoas lamentam a perda do livro impresso, este &#8211; o conforto &#8211; normalmente é do que eles estão falando. Meus olhos cansam mais facilmente, dizem eles. As baterias se esgotam, a tela é difícil de ler sob a luz solar. Ele não gosta de banheiras.</p>
<p>Importante notar é que estas não são as queixas sobre a perda do significado do texto. Livros não se tornam mais difícil de entender, ou confusos, apenas porque eles são digitais. São principalmente questões relativas à qualidade. Uma propriedade inevitável do argumento da qualidade é que a tecnologia é capaz de preencher as lacunas (através de avanços em telas e baterias) e por causa de características adicionais (anotações, bookmarking, busca), inevitavelmente ultrapassarem o nível de conforto da leitura em papel.</p>
<p>A conveniência de texto digital &#8211; sob demanda, leve (em tamanho e aspecto físico), buscável &#8211; agora já supera o do material impresso tradicional.</p>
<p><strong>A fórmula costumava ser simples:</strong><br />
interrompa a impressão de conteúdo amorfo; imprimir apenas o conteúdo definido mais considerado.</p>
<p>O iPad muda isso.</p>
<h3>O recipiente universal</h3>
<p>Não é de se admirar que amemos nossos livros impressos &#8211; nós os colocamos fisicamente próximos de nossos corações. Ao contrário das telas de computador, a experiência de ler em um Kindle ou iPhone (ou iPad, pode-se assumir) imita este abraço familiar materno. O texto está mais próximo de nós e a orientação mais confortável. E o fato, aparentemente insignificante, de tocamos o texto realmente desempenha um papel muito essencial na promoção da intimidade da experiência.</p>
<p>O Kindle e iPhone são adoráveis ​​- mas eles só fazem texto.</p>
<p>O iPad muda a fórmula de experiência. (Fig. 5) O aparelho traz a legibilidade excelente  do texto no iPhone / Kindle para uma tela maior. Ele combina a intimidade e o conforto da leitura em dispositivos com tela de ambos de forma suficientemente grande e suficientemente versátil para permitir layouts pensados.</p>
<div id="attachment_288" class="wp-caption aligncenter" style="width: 445px"><img src="http://ibrahimcesar.com/blog/wp-content/uploads/2011/12/ipad_equation-435x323.png" alt="" title="Fig. 5" width="435" height="323" class="size-full wp-image-288" /><p class="wp-caption-text">Fig. 5: A nova equação - retendo o significado estrutural na forma digital</p></div>
<div id="attachment_289" class="wp-caption aligncenter" style="width: 445px"><img src="http://ibrahimcesar.com/blog/wp-content/uploads/2011/12/definite_into_ipad-435x323.png" alt="" title="Fig. 6" width="435" height="323" class="size-full wp-image-289" /><p class="wp-caption-text">Fig. 6: Conteúdo definido 1:1 com o iPad</p></div>
<p>O que isso significa? Bem, a maioria, obviamente, que uma adaptação 1:1 digital do conteúdo definido (Fig. 6) dos livros será possível. No entanto, eu não acho que esta é uma solução que devemos abraçar cegamente. Conteúdo definido em livros impressos é determinado especificamente para seu espaço, que é o tamanho da página. Enquanto o iPad pode ser similar em âmbito físico para esses livros, layouts duplicados seriam um desserviço para a tela e os novos modos de interação introduzidos pelo iPad.</p>
<p>Tomemos algo tão fundamental como as páginas, por exemplo. A metáfora de virar páginas já parece chato e forçado no iPhone. Eu suspeito que ele vai ser ainda mais no iPad. O fluxo de conteúdo já não precisa ser fragmentado em mordidas do tamanho &#8216;página&#8217;. Uma releitura do layout simplista  do livro seria colocar os capítulos no plano horizontal com o conteúdo em um plano fluído vertical. (Fig. 7)</p>
<div id="attachment_290" class="wp-caption aligncenter" style="width: 445px"><img src="http://ibrahimcesar.com/blog/wp-content/uploads/2011/12/ipad_chapters-435x323.png" alt="" title="Fig. 7" width="435" height="323" class="size-full wp-image-290" /><p class="wp-caption-text">Fig. 7: Capítulos verticais - derrubando hábitos</p></div>
<div id="attachment_291" class="wp-caption aligncenter" style="width: 445px"><img src="http://ibrahimcesar.com/blog/wp-content/uploads/2011/12/ipad-offset-435x323.jpg" alt="" title="Fig. 8" width="435" height="323" class="size-full wp-image-291" /><p class="wp-caption-text">Fig. 8: O plano de conteúdo infinito</p></div>
<p>Em livros impressos, a disposição de duas páginas foi nosso limite. É fácil pensar da mesma forma sobre o iPad. Não vamos. A tela do iPad deve ser considerada de uma forma que reconheça os limites físicos do dispositivo, ao mesmo tempo abraçando o efetivamente ilimitado espaço para além desses limites.</p>
<p>Vamos ver novas formas de contar histórias emergindo daí. Esta é uma oportunidade para redefinir os modos de conversação entre leitor e conteúdo. E isso significa uma sensacional oportunidade, se criar conteúdo é sua motivação.</p>
<h3>Indo em frente:</h3>
<h3>os livros que fazemos</h3>
<p>Então: Os livros impressos estão mortos? Não é bem assim.</p>
<p>As regras para conteúdo no iPad ainda são ambíguas. Nenhum de nós teve tempo suficiente com o dispositivo para defini-los com confiança. Tenho, no entanto, passado seis anos pensando em materiais, forma, fisicalidade, e conteúdo, e &#8211; a melhor de minhas humildes habilidades &#8211; a produção de livros impressos.</p>
<p>Assim, por agora, aqui está minha opinião para onde o lado da impressão irá ir em frente.</p>
<p>Pergunte a si mesmo: &#8220;Seu é trabalho descartável?&#8221; Para mim, pedindo-me isso, vejo apenas um conjunto de regras óbvias:</p>
<p>Conteúdo sem forma vai digital.<br />
Conteúdo definido fica divido entre o iPad e impressão.<br />
Dos livros que imprirmimos &#8211; os livros que fazemos &#8211; eles precisam de rigor. Eles precisam ser livros onde o objeto for encarado como uma tela para o editor, designer e escritor. Esta é a única maneira destes livros como objetos físicos levar algum significado em frente.</p>
<div id="attachment_292" class="wp-caption aligncenter" style="width: 445px"><img src="http://ibrahimcesar.com/blog/wp-content/uploads/2011/12/books-overland_cover-435x327.jpg" alt="" title="Fig. 9a" width="435" height="326" class="size-full wp-image-292" /><p class="wp-caption-text">Fig 9a: Não descartável - de 1871</p></div>
<div id="attachment_293" class="wp-caption aligncenter" style="width: 445px"><img src="http://ibrahimcesar.com/blog/wp-content/uploads/2011/12/books-overland_spine_top-435x327.jpg" alt="" title="Fig. 9b" width="435" height="326" class="size-full wp-image-293" /><p class="wp-caption-text">Fig. 9b: Não descartável - de 1871</p></div>
<p>Proponho o seguinte para ser considerado sempre que pensamos na impressão de um livro:</p>
<ul>
<li>Os livros que fizermos <strong>abraçarão sua fisicalidade</strong> &#8211; trabalhando em conjunto com o conteúdo para iluminar a narrativa.</li>
<li>Os livros que fizermos estarão <strong>confiantes na forma e uso do material</strong>.</li>
<li>Os livros que fizermos <strong>explorarão as vantagens da impressão</strong>.</li>
<li>Os livros que fizermos serão <strong>construídos para durar</strong>. (Fig. 9a, 9b)</li>
</ul>
<p>O resultado disso é:</p>
<ul>
<li>Os livros que fizermos vão ser sentidos por inteiro e sólido nas mãos.</li>
<li>Os livros que fizermos vão cheirar como agora esquecidas e distantes bibliotecas.</li>
<li>Os livros que fizermos serão algo de que até mesmo os nossos filhos &#8211; que adotarão todas as coisas digitais &#8211; vai entender seu valor.</li>
<li>Os livros que fizermos sempre lembrarão as pessoas que o livro impresso pode ser uma escultura de pensamentos e ideias.</li>
<p>Nada menos do que isso vai ser intensificadas ao longo e prontamente esquecido na marcha digitais para a frente.</p>
<p>Adeus livros descartáveis.</p>
<p>Olá novas telas.</p>
<p><em>Esta é uma tradução para o português do ensaio &#8220;<strong><a href="http://craigmod.com/journal/ipad_and_books/">Books in the age of the iPad</a></strong>&#8221; publicada em março de 2010 por <a href="http://craigmod.com/">Craig Mod</a>, autorizada pelo mesmo. <strong><a href="http://craigmod.com/">Craig Mod</a></strong> é um escritor, designer, publisher e desenvolvedor interessado no futuro do sotorytelling (o que quer isso signifique). Ele é co-autor de <a href="http://craigmod.com/print/artspacetokyo/">Art Space Tokyo</a>, um guia intimista pelo mundo da arte em Tóquio. Ele é também co-fundador e engenheiro por trás do <a href="http://tputh.com/">TPUTH.com</a>, co-fundador e desenvolvedor do projeto de storytelling <a href="http://hitotoki.org/">Hitotoki</a>, e colaborador frequente com <a href="http://www.informationarchitects.jp/en/">Information Architects</a>, no Japão. Ele vive em Tóquio por quase uma década e fala frequentemente sobre o futuro dos livros e da mídia e vive por excelente comida e café sem frescuras.</em></p>
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		<title>Dez Princípios do Cérebro Relativista de Miguel Nicolelis</title>
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		<pubDate>Sun, 04 Dec 2011 16:20:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ibrahimcesar</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Migue]]></category>
		<category><![CDATA[Muito Além do Nosso Eu]]></category>

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		<description><![CDATA[O cérebro é algo que me fascina. Alguns usam muito pouco os seus mas considero de extrema importância o estudo e conhecimento da psicologia humana e do funcionamento desta poderosa estrutura que cria a realidade única de cada um de nós. Vou deixar a excitação passar mas &#8220;Muito Além do Nosso Eu&#8221; do Miguel Nicolelis [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="first-child "><a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=4261&amp;tipo=2&amp;isbn=9788535918731"><img src="http://ibrahimcesar.com/blog/wp-content/uploads/2011/12/palmeiras.png" alt="" title="Miguel Nicolelis" width="629" height="270" class="aligncenter size-full wp-image-266" /></a></p>
<p><span title="O" class="cap"><span>O</span></span> cérebro é algo que me fascina. Alguns usam muito pouco os seus mas considero de extrema importância o estudo e conhecimento da psicologia humana e do funcionamento desta poderosa estrutura que cria a realidade única de cada um de nós. Vou deixar a excitação passar mas <strong><a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=4261&#038;tipo=2&#038;isbn=9788535918731" title="Muito Além do Nosso Eu">&#8220;Muito Além do Nosso Eu&#8221;</a></strong> do Miguel Nicolelis está sendo o meu livro predileto. Sensacional: ciência, autobiografia, filosofia. Ele certamente merece o Nobel. Ele torce para o Palmeiras (obviamente), logo o cara é sensacional!</p>
<blockquote><p>Neste livro, eu proponho que, assim como o universo que tanto nos fascina, o cérebro humano também é um escultor relativístico; um habilidoso artesão que delicadamente fundo espaço e tempo neuronais num continuum orgânico capaz de tudo que somos capazes de ver e sentir como realidade, incluindo nosso próprio senso de ser e existir. Nos capítulos que se seguem, eu defendo a tese de que, nas próximas décadas, ao combinar essa visão relativística do cérebro com nossa crescente capacidade tecnológica de ouvir e decodificar sinfonias neuronais cada vez mais complexas, a neurociência acabará expandindo a limites quase inimagináveis a capacidade humana, que passará a se expressar muito além das fronteiras e limitações impostas tanto por nosso frágil corpo de primatas como por nosso sendo de eu.</p></blockquote>
<p>A tese central de Nicolelis:</p>
<h2>Hipótese do Cérebro Relativista</h2>
<p>Quando confrontado com novas formas de obter informações sobre a estatística do mundo que o cerca, o cérebro de um indivíduo assimila imediatamente essa estatística, da mesma forma que os sensores e as ferramentas utilizadas para obtê-las. Desse processo resulta um novo modelo neural do mundo, uma nova simulação neural da noção de corpo e uma nova série de limites ou fronteiras que definem a percepção da realidade e o senso de eu. Esse novo modelo cerebral será testado e remodelado continuamente, por toda a vida desse indivíduo. Com a quantidade total de energia que o cérebro consome e a velocidade máxima de disparo dos neurônios são fixas, propõe-se que, durante a operação do cérebro, tanto o espaço como o tempo neuronal são relativizados de acordo com essas constantes biológicas.</p>
<p>Nicolelis propõe princípios que descrevem como o cérebro relativistico produz pensamentos a partir de seu próprio ponto de vista. A seguir, os dez princípios:</p>
<p><span id="more-264"></span></p>
<h3>Princípio da Incerteza da Neurofisiologia</h3>
<p>Não é possível definir a extensão do campo receptivo de um neurônio sem especificar simultaneamente o momento no tempo pós-estímulo em que essa definição é feita. Em outras palavras, espaço e tempo no cérebro estão firmemente acoplados num continuum espaçotemporal.</p>
<h3>Princípio da Convergência Assíncrona</h3>
<p>Tanto o campo receptivo de cada neurônio quanto os &#8220;mapas&#8221; embutidos dentro de regiões cerebrais são definidos pela convergência espaçotemporal assíncrona de múltiplas projeções ascendentes, locais e descendentes originárias de uma miríade de outros neurônios. Campos receptivos e mapas só podem ser definidos de forma apropriada pelo acoplamento de seus domínios espaciais e temporais num único continuum espaçotemporal.</p>
<h3>Princípio do Processamento Distribuído</h3>
<p>Qualquer tipo de informação processado pelo cérebro envolve o recrutamento altamente distribuído de populações de neurônios.</p>
<h3>Princípio de Ação Multitarefa Neuronal</h3>
<p>Neurônios corticais individuais e seus padrões de disparo probabilístico podem participar simultaneamente de múltiplas populações neurais. Isso significa que os potenciais de ação produzidos por um neurônio cortical individual podem ser utilizados por populações neurais distintas para representar múltiplas funções ou parâmetros comportamentais. Assim, mesmo que num dado momento um neurônio cortical individual possa exibir uma sinfonia muito específica com um parâmetro motor ou sensorial, seus potenciais de ação podem contribuir para a representação de um parâmetro distinto, realizado por outra população de neurônios. Essa multitarefa neuronal potencial indica que todo o córtex é capaz de exibir respostas sensoriais e que neurônios individuais são capazes de participar da representação de múltiplos parâmetros motores e cognitivos.</p>
<h3>Princípio da Redundância Neuronal</h3>
<p>Um produto cerebral &#8212; seja ele um comportamento motor ou uma experiência perceptual, ou mesmo outros comportamentos complexos produzidos pelo cérebro, como cantar uma ária ou solucionar um sistema de equações diferenciais &#8212; pode ser gerado por uma enorme quantidade de padrões distintos de atividade espaçotemporal de uma população neuronal.</p>
<h3>Princípio da Plasticidade</h3>
<p>A representação do mundo criada por populações de neurônios corticais não é fixa, mas permanece em fluxo, ao longo de toda a vida, continuamente adaptando-se em função de novas experiências e aprendizado, novos modelos de eu, novas estimulações vindas do mundo exterior e novas incorporações de ferramentas artificiais.</p>
<h3>Princípio da Contextualização</h3>
<p>A forma como o cérebro responde como um todo, seja em resposta a um estímulo sensorial, seja para produzir um comportamento motor particular, depende de seu estado global interno a cada instante; isto é, a dinâmica cerebral contínua é essencial para definir a solução ótima que o cérebro encontra para a geração de qualquer comportamento.</p>
<h3>Princípio da Conservação de Disparos das Populações Neurais</h3>
<p>Não só existe um limite máximo para a velocidade de disparo de uma população de neurônios pode alcançar, como a frequência de disparo global dessa população tende a permanecer constante, oscilando em torno de uma média,devido à variedade de mecanismos compensatórios que criam um estado de equilíbrio. Se um neurônio individual ou uma população de neurônios aumentam sua frequência de disparo instantaneamente, uma redução equivalente no número de disparos elétricos tem de ser produzida por outros membros dessa população neuronal, de modo que o orçamento energético global do cérebro se mantenha constante ao longo do tempo.</p>
<h3>Princípio do Efeito de Massa Neuronal</h3>
<p>Quando o número de uma população neuronal aumenta e suplanta um certo número muito elevado, a quantidade de informação embutida nela tende a convergir para um valor que determina sua capacidade máxima. Esse efeito contribui para a redução da variância estatística das predições obtidas a partir da atividade dessa população de neurônios. Esse princípio oferece uma possível explicação para o achado obtido experimentalmente que determina que a alta variância observada nos padrões de disparo de um neurônio individual pode ser eliminada quando a contribuição desse neurônio pode ser eliminada quando a contribuição desse neurônio é combinada com aquelas derivadas de uma grande população neural à qual essa célula passa a pertencer durante a execução de um comportamento específico.</p>
<h2>Hipótese do Continuum EspaçoTemporal Neuronal</h2>
<p>Do ponto de vista fisiológico, e em contraste frontal com o clássico cânone da neuroanatomia cortical do século XX, não existem bordas espaciais absolutas ou fixas entre as áreas corticais que ditam ou restrigem o funcionamento do córtex como um todo. Ao contrário, o córtex deve ser tratado como um formidável, mas finito, continuum espaçotemporal neuronal. Funções e comportamentos são alocados ou produzidos respectivamente por meio do recrutamento particular desse continuum de acordo com uma série de restrições, entre as quais se encontram a história evolutiva da espécie, o layout físico do cérebro determinado pela genética e pelo processo ontogenético, o estado da periferia sensorial, o estado dinâmico interno do cérebro, restrições do corpo que contém o cérebro, o contexto da tarefa, a quantidade total de energia disponível para o cérebro e a velocidade máxima de disparo de um neurônio.</p>
<p>E leia <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=4261&#038;tipo=2&#038;isbn=9788535918731" title="Muito Além do Nosso Eu, Miguel Nicolelis">o livro</a>, pois vale a pena!</p>
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		<title>12 Elementos Criativos de Design para a Próxima Geração de UX</title>
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		<pubDate>Sun, 04 Dec 2011 00:12:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ibrahimcesar</dc:creator>
				<category><![CDATA[Experiência do Usuário]]></category>
		<category><![CDATA[Design]]></category>
		<category><![CDATA[Padrões]]></category>
		<category><![CDATA[UX]]></category>
		<category><![CDATA[Web Design]]></category>

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		<description><![CDATA[Excelente artigo publicado em um blog sensacional focado em SEO mas que abriu uma ótima exceção para esta postagem sobre UI: 12 Creative Design Elements Inspiring the Next Generation of UX. Esperançosamente, alguns deles irão inspirar as próxima geração de experiência do usuário. Os doze são: Produtos flutuando no background Tipografia é o design O [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="first-child "><a href="http://www.seomoz.org/blog/12-creative-design-elements-inspiring-the-next-generation-of-ux"><img src="http://ibrahimcesar.com/blog/wp-content/uploads/2011/12/rand.png" alt="" title="Rand Fishkin" width="629" height="270" class="aligncenter size-full wp-image-257" /></a></p>
<p><span title="E" class="cap"><span>E</span></span>xcelente artigo publicado em um blog sensacional focado em SEO mas que abriu uma ótima exceção para esta postagem sobre UI: <strong><a href="http://www.seomoz.org/blog/12-creative-design-elements-inspiring-the-next-generation-of-ux">12 Creative Design Elements Inspiring the Next Generation of UX</a></strong>. Esperançosamente, alguns deles irão inspirar as próxima geração de experiência do usuário. Os doze são:</p>
<ol>
<li>Produtos flutuando no background</li>
<li>Tipografia é o design</li>
<li>O infográfico como a ferramenta de comunicação primária</li>
<li>O contador de histórias vertical</li>
<li>Revele o app e o resto seguirá</li>
<li>A interatividade perfumada</li>
<li>Fluidez impecável em qualquer resolução</li>
<li>A marca como um personagem de desenho</li>
<li>Inspirado por impressão + design de papel</li>
<li>A mensagem irreverente</li>
<li>Foco na caixa de entrada</li>
<li>Luz &#038; sombra</li>
</ol>
<p>No <a href="http://www.seomoz.org/blog/12-creative-design-elements-inspiring-the-next-generation-of-ux">artigo</a> você encontra ótimos exemplos de cada um deles.</p>
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		<title>André Braz</title>
		<link>http://ibrahimcesar.com/andre-braz/</link>
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		<pubDate>Sat, 03 Dec 2011 19:45:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ibrahimcesar</dc:creator>
				<category><![CDATA[Frases]]></category>
		<category><![CDATA[André Braz]]></category>
		<category><![CDATA[Design de Experiência]]></category>

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		<description><![CDATA[An experience designer must love and care about people and the world in which we all live. It&#8217;s his mission in the world to proudly spread love and happiness through his creations. &#8211; Experience Design Manifesto]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="first-child "><img src="http://ibrahimcesar.com/blog/wp-content/uploads/2011/12/andre_braz.png" alt="" title="André Braz" width="629" height="270" class="aligncenter size-full wp-image-253" /></p>
<p><span title="A" class="cap"><span>A</span></span>n experience designer must love and care about people and the world in which we all live. It&#8217;s his mission in the world to proudly spread love and happiness through his creations. &#8211; <em><a href="http://www.brazandre.com/manifesto/">Experience Design Manifesto</a></em></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Vale a pena ir em eventos?</title>
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		<pubDate>Sat, 03 Dec 2011 18:49:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ibrahimcesar</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[Adaptive Path]]></category>
		<category><![CDATA[Campus Party]]></category>
		<category><![CDATA[Design de Interação]]></category>
		<category><![CDATA[Interaction South America]]></category>
		<category><![CDATA[UX]]></category>

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		<description><![CDATA[Está acontecendo o Interaction South America 2011 e eu realmente sinto muito por não ter conseguido ir nesse evento. Eu sempre busco ficar ligado nos eventos, cursos e palestras acontecendo para me manter atualizado e ver o que de legal estão criando e penando por aí. Mas sempre surge a questão vinda de alguém ou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="first-child "><img src="http://ibrahimcesar.com/blog/wp-content/uploads/2011/11/interaction.png" alt="" title="Interaction South America" width="629" height="270" class="aligncenter size-full wp-image-148" /></p>
<p><span title="E" class="cap"><span>E</span></span>stá acontecendo o Interaction South America 2011 e eu realmente sinto muito por não ter conseguido ir nesse evento. Eu sempre busco ficar ligado nos eventos, cursos e palestras acontecendo para me manter atualizado e ver o que de legal estão criando e penando por aí. Mas sempre surge a questão vinda de alguém ou mesmo do meu senso crítico: &#8220;Vale a pena ir em eventos?&#8221;</p>
<h4>Resposta curta:</h4>
<p>Sim. </p>
<h4>Resposta elaborada:</h4>
<p>Eu já me peguei pensando no meio de um evento bem caro no que eu poderia ter gasto aquela grana estando naquele momento no conforto do meu lar a centenas de quilômetros dali. Mas eu enxergo cinco bons motivos para participar de eventos que compartilho com vocês.</p>
<p><span id="more-173"></span></p>
<h3>Networking</h3>
<p>Eu sou horrível neste aqui. Eu sou na teoria jungiana um introvertido. E por favor, não ache que eu seja tímido por isso. No pensamento jungiano um introvertido é uma pessoa que encontra o equilíbrio de sua energia psíquica estando sozinho, com seus próprios pensamentos. Ao estar em um ambiente social estamos sob estresse e gastamos nossa energia psíquica. Os extrovertidos são exatamente o contrário. Perceba que não se trata de timidez (aversão a se expor, falta de coragem), apenas uma orientação para o pleno estado de ser. Em eventos eu geralmente fico quieto no meu canto. Não é porque eu não queira falar com ninguém &#8212; apenas é a minha forma de evitar o stress e continuar na minha zona de conforto psíquico. Sintam-se livres para se aproximar e dizer olá. Ficaria muito feliz se fizessem o primeiro movimento. Aí, uma vez que eu comece a falar perceberão que eu não sou tímido e talvez fale até um pouco demais &#8230; <img src='http://ibrahimcesar.com/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Mas eu percebo que os eventos são grandes formas de <em>networking</em> porque já aconteceu comigo (sim, há muitas pessoas que dão o primeiro passo) e é uma chance de encontrar diversas pessoas dos mais diferentes cargos, vivências, <em>backgrounds</em> e empresas do que é possível no dia-a-dia e buscando entrar em contato por telefone e email. Faz toda a diferença.</p>
<h3>Serendipidade</h3>
<p><em><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Serendipidade">Como a Wiki diz</a></em>: </p>
<blockquote><p>Serendipidade, também conhecido como Serendipismo, Serendiptismo ou ainda Serendipitia, é um neologismo que se refere às descobertas afortunadas feitas, aparentemente, por acaso.<br />
A história da ciência está repleta de casos que podem ser classificados como serendipismo. O conceito original de serendipismo foi muito usado, em sua origem. Nos dias de hoje, é considerado como uma forma especial de criatividade, ou uma das muitas técnicas de desenvolvimento do potencial criativo de uma pessoa adulta, que alia perseverança, inteligência e senso de observação.</p></blockquote>
<p>Tive uma experiência com serendipidade durante o <a href="http://intercon.imasters.com.br/2011/programacao/">Intercon 2011</a>. Sendo um evento com diversas salas, em um primeiro momento fiquei focado na minha área de atuação, mas assim que, entediado, resolvi dar uma olhada nas outras salas encontrei tesouros inestimáveis. Até me arrependi de não passar mais tempo nas outras salas. Isso já me deu uma grande lição de não buscar de imediato me encaixar na área que trabalho todos os dias e sim buscar me engajar em outras áreas e buscar assim enriquecer mais a minha experiência. Minha programação para a Campus Party 2012 seguirá essa filosofia.</p>
<h3>Tendências</h3>
<p>Meu último curso livre foi o <strong>&#8220;Coolhunting e Trends com foco em branding e marketing&#8221;</strong> do Centro de Inovação e Criatividade da ESPM de São Paulo. Tendências, coolhunting, ponto da virada, tendências longo-prazo e curto-prazo, memética, futurologia, pesquisa &#038; desenvolvimento. São temas pelos quais eu estou sempre alerta. Nas palestras, e muitas vezes não explicita e declaradamente, entramos em contato com o <em>zeitgeist</em> da área, podemos sentir para onde os ventos estão assoprando, no que as pessoas estão tendo em dificuldade e no que elas querem apostar. Tive uma experiência muito satisfatória nesse sentido com o Social Media Brasil 2010. Mas é bom frisar: não pense que sairá do evento com essas percepções. Deixe seu cérebro rodar em paralelo, chocar com sua vivência e leituras, que poderá enxergar a <em>big picture</em>. </p>
<h3>Comparação</h3>
<p>Ou se preferir um termo melhor: <em>benchmarking</em>. Ver o que os outros sem fazendo, o que está dando certo, é sempre bom. Aprende-se muito mais com os erros dos outros. Primeiro, <em>Schadenfreude</em>: porque nos faz sentir bem por não termos aquele problema. Segundo, quando também passamos pelo mesmo problema percebemos que não se trata de uma trivialidade, valorizamos nosso esforço e podemos sair dali com a indicação de como ter sucesso. Faz você querer ser melhor do que é e nunca se acomodar. Eventos acabam sendo ótimas injeções de ânimo!</p>
<h3>Propósito</h3>
<p>A anterior pode levar diretamente a essa, ainda que eu veja um processo holístico com tudo isso acontecendo ao mesmo tempo e se retroalimentando dinâmicamente. Mas ir em eventos nos confere um &#8220;motivo para ir à guerra&#8221;, conseguimos ter uma noção melhor de nosso propósito na função que desempenhamos. É muito fácil se acomodar, perder o foco e apenas entregar um trabalho &#8220;ok&#8221;. Mas eventos nos mostram os <em>rockstars</em> da área, as vidas de quem aquela atividade afeta, como impactamos no mundo. Não se pode viver uma vida sem propósito. Igualmente não se pode ter uma profissão sem propósito.</p>
<p>Para mim, a combinação dos fatores acima descritos fazem valer a pena ir eventos, e é muito difícil um evento não possuir nenhum deles. E isso por que eu nem citei o que realmente importa no final: conhecimento! Você pode aprender um truque novo ao ir em algum evento, nem que seja como andar de metrô em São Paulo ou como as pessoas se comportam no coffee break: em um primeiro momento todos ficam olhando e salivando, até que algum corajoso pioneiro comece a se servir. Pense num evento menos como um destino e mais como uma jornada</p>
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		<title>O que é Design de Interação</title>
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		<pubDate>Sat, 03 Dec 2011 13:07:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ibrahimcesar</dc:creator>
				<category><![CDATA[Design de Interação]]></category>
		<category><![CDATA[IHC]]></category>
		<category><![CDATA[Interação]]></category>

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		<description><![CDATA[Como eu já afirmei antes, meu plano é me pós-graduar em Design de Interação. Vejo este blog como uma forma de explorar assuntos que considero importante para o meu desenvolvimento pessoal, compartilhar links, análises e mostrar as cabeças por trás das tecnologias que interagimos todos os dias. Vejo o blog como o protótipo do conhecimento [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="first-child "><img src="http://ibrahimcesar.com/blog/wp-content/uploads/2011/11/hello.png" alt="" title="Interação Humano-Computador" width="629" height="270" class="aligncenter size-full wp-image-135" /></p>
<p><span title="C" class="cap"><span>C</span></span>omo eu já afirmei antes, meu plano é me pós-graduar em Design de Interação. Vejo este blog como uma forma de explorar assuntos que considero importante para o meu desenvolvimento pessoal, compartilhar links, análises e mostrar as cabeças por trás das tecnologias que interagimos todos os dias. Vejo o blog como o protótipo do conhecimento que estou acumulando e como já citei a <a href="http://ibrahimcesar.com/tom-wujec/">frase de Tom Wujec</a>, esta é uma forma de dialogar com minhas ideias. Esta postagem faz parte desse diálogo, que pode incorporar os comentários de vocês, experientes no campo ou não!</p>
<p>Na tarefa de conceituar o termo, estarei traduzindo trechos do capítulo &#8220;<a href="http://www.interaction-design.org/encyclopedia/interaction_design.html">Interaction Design</a>&#8220;, que permite tal modificação através do uso de uma licença em Creative Commons.</p>
<h3>Design de Interação</h3>
<p>&#8220;Design de Interação&#8221; refere-se ao desenvolvimento de serviços e produtos interativos com um foco específico em seu uso. Em seu mais amplo sentido, há dois principais sentidos do conceito, vindo de tradições intelectuais diferentes porém cada vez mais convergindo na prática e pesquisa.</p>
<h4>Design de Interação como uma disciplina do design</h4>
<p>Uma interpretação é ver o design de interação como uma disciplina do design, distinguível por seu foco em materiais digitais de design: software, eletrônicos e telecomunicações. </p>
<p>Como uma disciplina do design, é mais proximamente afiliada com o design industrial e arquitetura do que com engenharia e ciência do comportamento. O &#8220;desenvolvimento de serviços e produtos interativos&#8221; é uma instância do trabalho de design, o que compartilha amplamente as seguintes características através das disciplinas do design.</p>
<p><span id="more-219"></span></p>
<ol>
<li>A função do design é explorar possíveis futuros, começando com a situação atual.</li>
<li>Intenciona mudar a situação para melhor ao desenvolver e aplicar algum tipo de serviço ou produto, i.e., o resultado concreto do processo de design.</li>
<li>Considera qualidades instrumentais e técnicas assim como estéticas e éticas ao longo do processo de design.</li>
<li>O trabalho de design envolve desenvolver uma compreensão da tarefa &#8211; o &#8220;problema&#8221;, ou o objetivo do trabalho &#8211; em paralelo com um entendimento do espaço de soluções possíveis.</li>
<li>Finalmente, implica pensamento ao esboçar, construir modelos e expressar ideias potenciais em outras formas tangíveis.</li>
</ol>
<p>Esta interpretação do design de interação tende a combinar duas vertentes de tradições intelectuais, uma envolvendo disciplinas do design tais como design industrial, design gráfico e design arquiteturial gradualmente reconhecendo a influência da tecnologia digital e mídia em seu próprio conjunto de práticas e materiais. O outro principal ancestral é a escola escandinava de desenvolvimento de sistemas com seu objetivo ideológico e metodológico de longo-prazo para participação do usuário e co-determinação.</p>
<p>Proeminentes exemplos da visão do design de interação como uma disciplina do design dentro da academia são encontrados em conferências como DIS (Designing Interactive Systems), DUX (Designing the User Experience), PDC (Participatory Design Conference) e conferências menores como DPPI (Designing Pleasurable Products and Interfaces).  Alguns livros essenciais incluem a coleção presciente <em>Bringing Design to Software</em> e, mais recentemente, <em>Designing Interaction and Sketching User Experiences</em>. Proponentes influenciais desta perspectiva na academia incluem pessoas como <a href="http://www.interaction-design.org/references/authors/brenda_k__laurel.html">Brenda Laurel</a>, <a href="http://www.interaction-design.org/references/authors/terry_winograd.html">Terry Winograd</a>, <a href="http://www.interaction-design.org/references/authors/bill__buxton.html">Bill Buxton</a> e <a href="http://www.interaction-design.org/references/authors/pelle_ehn.html">Pelle Ehn</a>.</p>
<h4>Design de Interação como uma extensão da IHC</h4>
<p>A outra interpretação do design de interação é vê-lo como uma extensão da interação humano-computador (IHC, ou no inglês HCI de <em>human-computer interaction</em>), um campo originado na psicologia experimental e ciência da computação que tem suas origens nos anos 1970. A principal preocupação em IHC sempre foi afirmar qualidades instrumetais tais como usabilidade e utilidade dos serviços e produtos digitais, predominantemente em situações de uso para o trabalho ou orientadas a tarefas e tipicamente com o foco em um usuário individual e seus objetivos.</p>
<p>IHC fora originalmente orientada principalmente em direção a estudos de campo (de, e.g., populações existentes de usuários, seus tratos cognitivos e práticas correntes) e avaliação (de, e.h., um produto existente ou um conceito de produto proposto). De qualquer forma, descobriu-se que o impacto nos produtos resultantes e ultimamente nos benefícios para os usuários seriam melhores se praticantes e pesquisadores de IHC pudessem se engajar no design ao invés de meramente apontar os problemas de usabilidade após o fato. Por isso, a paleta de métodos da IHC, ferramentas e responsabilidades foi extendida para cobrir atividades mais criativas e atividades mais gerativas.</p>
<p>Os locais chave acadêmicos para o design de interação orientado pela IHC inclui a CHI conference (Human Factors in Computing Systems) e muitas outras regionais, assim como uma grande quantidade de periódicos incluindo o prestigiado TOCHI (ACM Transactions on Computer-Human Interaction). Um livro clássico refletindo a reorientação do campo da IHC para o design de interação é <em>Interaction Design: Beyond Human-Computer Interaction</em>, e exemplos característicos se encontram nos trabalhos de pesquisadores como <a href="http://www.interaction-design.org/references/authors/ben_shneiderman.html">Ben Shneiderman</a>, <a href="http://www.interaction-design.org/references/authors/donald_a_norman.html">Donald Norman</a>, <a href="http://www.interaction-design.org/references/authors/stuart_k__card.html">Stuart Card</a> e <a href="http://www.interaction-design.org/references/authors/jennifer_j__preece.html">Jenny Preece</a>.</p>
<h4>As duas perspectivas convergem</h4>
<p>O uso de produtos e serviços digitais (i.e., o assunto principal da IHC) se transformou radicalmente na sociedade começando início dos 1990 e desde então com a proliferação da internet, conectividade móvel, consumo de produtos digitais e games em direção a dominância do uso discricionário para diversão, prazer e recreação sobre usos motivados pela instrumentalidade para resolver tarefas relacionadas ao trabalho. Consequentemente, conceitos de qualidade instrumental tais como usabilidade e utilidade perderam a importância relativa para conceitos experimentais endereçados às qualidades não0instrumentais do uso (incluindo qualidades estéticas, lúdicas e sociais). Como mencionado antes, as disciplinas mais maduras do design na primeira definição do design de interação sempre endereçaram as qualidades não-instrumentais e instrumentais em igual medida.</p>
<p>A elevada quantidade de atividades de design e o foco cada vez maior no que a IHC chama de experiência do usuário são os dois principais fatores motivando a tendência crescente da IHC adotar o design de interação como um título mais apropriado para o seu campo. Também explicam em termos gerais, a tendência aparente para as duas interpretações a convergirem, como testemunhado na adoção de políticas e práticas de trabalho em contextos profissionais de design de interação, bem como na quantidade crescente de investigação interdisciplinar, onde designers colaboraram com estudiosos vindos do IHC.</p>
<p>Em retrospectiva, a mais significante diferença entre as duas interpretações do design de interação ostumava ser o interesse nas qualidades estéticas e éticas, a natureza do entendimento dos objetivos (crescente em todo o processo contra um objetivo de especificação objetivo nas fases de desenvolvimento), e a importância and the importance atribuída ao trabalho de fazer as ideias explícitas através do processo. Assim que as duas interpretações convergem, as diferenças tenderão a diminuir de acordo. </p>
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